terça-feira, 12 de julho de 2016

Resenha: Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra

Leitura Atual






Livro: Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra
Autor: Sergio Rossoni
Ano: 2015
Editora: Chiado Editora

Edição: 1ª
Páginas: 382 (28 cap.)
Gênero: Fantasia







É o ano de 1920 no mundo animal e um misterioso assassinato leva o jovem repórter Birman Flint, o detetive Gallileu Ponterroaux e Bazzou Rosales, o amigo deles, a embarcar em uma difícil investigação na tentativa de resolver este crime mais do que estranho. Algumas anotações e um símbolo feito pela vítima antes de morrer são as únicas pistas de que eles dispõem. Em pouco tempo este audaz grupo investigativo descobre que algo muito maior que um simples assassinato está se alastrando pelo seu mundo e ameaça a segurança dos seus líderes políticos.

Ao mergulhar em um universo de enigmas, seitas, lendas e perigos mortais estes aventureiros vão descobrir fatos que, além de reviver um passado místico e assustador, vão mostrar que não existem limites entre o real e o fantástico. Artefatos mágicos, deuses, detetives e mistérios antigos, tudo misturado em uma trama de tirar o fôlego.
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Bom, para começar devo avisar que o leitor deve iniciar a leitura tendo em mente que a história se passa em um mundo igual ao nosso, porém, é habitado por animais das mais variadas espécies. Só por isso o livro já se torna atraente e curioso para qualquer um. O protagonista é um gato e, se joguem no chão para rir leitores, o detetive é um galo. Me desculpe Sergio Rossoni, mas é que eu achei hilário um galo sendo detetive. Mas recuperando o foco agora, tudo é muito parecido com o mundo real, só que com nomes um pouco diferentes, e isso ajuda bastante o leitor a entender a história. Este livro me lembrou muito aquele desenho animado "Thundercats" e eu precisava o tempo todo lembrar de desenhos animados para formular a descrição dos personagens. Mas, não se engane a obra não tem nem um pouco de caráter infantil.

No início parece uma obra genuinamente de romance policial e detetivesca (criei essa expressão agora, se não existe, sorry me), mas no decorrer da obra a fantasia vai, sutil e lentamente, permeando a história. No fim, temos um desfecho fantástico capaz de enfartar o leitor. Sério, eu realmente amo obras fantásticas, principalmente quando elas são originais e bem escritas. E esta me cativou de uma forma surpreendente.


   







O autor estrutura o enredo muito bem e vai fornecendo as informações no tempo certo, sem deixar a desejar e surpreendendo cada vez mais. O Sr. Rossoni cria uma fantasia sensacional na narrativa, cheia de deuses, guerreiros divinos, guardiões e objetos poderosos. Na verdade, acontece neste livro algo semelhante ao que está em "Os Instrumentos Mortais" (Cara, eu sou louco por esta série. Sou fã do tipo que sai por aí fazendo referências a ela o tempo todo e desenhando os símbolos da série em tudo o que vê.), quando um ser divino vêm à Terra e fornece meios para os mortais vencerem as forças do mal.

A capa e as ilustrações no início da obra estão o máximo. Os capítulos estão em um tamanho confortável. Já ia me esquecendo, preciso mandar meus cumprimentos ao Sergio Rossoni, pois, assim como eu, ele é louco por gatos. Podem nos julgar, mas eles são muito fofinhos mesmo. Algo desnecessário na história, na minha opinião, foi a quantidade de bebidas alcoólicas consumida pelos personagens em suas reuniões.  O surpreendente é que eles não andavam bêbados o tempo todo.

O que deixou a desejar nesta edição da obra foram as orelhas e a contracapa do livro. A letra utilizada e a justificação do texto ficaram um pouco desleixados. Mas o autor foi magnífico no desfecho da história, deixando-nos hiper ansiosos pelo próximo livro da série.

Nível de Recomendação: 8;
Capa: 8,5;
Trama: 7;
Enredo: 7,5;
Desfecho: 9.

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